sexta-feira, 26 de junho de 2015

Celebrate Pride: vão boicotar o Facebook também?

Personalidades que utilizaram a ferramenta (Reprodução/Facebook)
Tá tudo colorido, galera! O Facebook lançou na tarde desta sexta-feira, dia 26, uma ferramenta que permite associar as cores que representam a luta de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais por um mundo mais igualitário à foto de perfil dos usuários.

A campanha foi bem recebida pelos internautas e em poucas horas muita gente aderiu ao rosto parcialmente coberto pelas cores vermelho, alaranjado, amarelo, verde, azul e roxo!

O motivo da campanha é uma decisão histórica

A Suprema Corte dos Estados Unidos legalizou o casamento homoafetivo em todo o pais. Os 13 estados que ainda proibiam não vão poder mais barrar os casamentos entre pessoas de mesmo sexo, que passam a ser legalizados nos 50 estados americanos.

Situação do Brasil

O casamento homoafetivo - permitido desde 2013 - não foi o suficiente para enfrentar a homofobia: um relatório do Grupo Gay da Bahia, de 2014, aponta que, naquele ano, 326 pessoas morreram simplesmente por serem homossexuais. Intolerância e fundamentalismo religioso são apontados com os principais fatores para o índice. 

Opinião: será que vai rolar boicote?

A ação de repúdio da atualidade praticada pelos intolerantes munidos de um argumento bíblico é o boicote. Foi isso que eles fizeram - guiados por pessoas que se denominam "líderes religiosos" - contra as empresas brasileiras que declararam posicionamento favorável à diversidade nos relacionamentos: Natura e O Boticário foram as últimas vítimas!

O que eles farão agora que o Facebook - rede social bastante utilizada para opiniões que esbanjam inteligência (ou não) - também assumiu publicamente apoio às famílias que fogem dos padrões tradicionais? Creio que nada!

As redes sociais são espaços abertos para a opinião e, infelizmente, ainda não há filtros para intolerância, preconceito, ódio e afins. Uma pena!

Uma amiga sempre me disse que "é difícil falar do próprio rabo" e isso se aplica bem ao tema desta postagem: a religião afirma que o pecado está diretamente vinculado ao homem. Se estamos longe da perfeição e pecamos, quem somos para julgar o pecado alheio?

A pergunta que fica é: o pecado dos gays é mais pecado do que tantos outros que são praticados por aí?

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